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Pesquisadora da PUCPR estuda gene de suscetibilidade à hanseníase

Vanessa Sotomaior estuda o papel do gene PARK2, responsável pela codificação da proteína parquina que é fundamental para a homeostase dos neurônios

A PUCPR, referência em pesquisas na área da genética da hanseníase, iniciou uma nova pesquisa com o foco no gene PARK2, que é responsável pela codificação da proteína Ubiquitina Ligase (E3), a parquina. Esta proteína é reconhecida como fundamental para a homeostase dos neurônios, entretanto, a sua função precisa ainda é amplamente desconhecida, assim como os mecanismos pelos quais as variações no gene PARK2 podem influenciar na susceptibilidade à hanseníase.

Segundo a pesquisadora Vanessa Sotomaior, o estudo analisará se estas variações alteram a função normal dos macrófagos, que atuam na defesa do organismo contra infecções. Uma alteração dessas células prejudicaria a resposta do organismo diante dos antígenos do Mycobacterium leprae, efeito que pode ser específico a esta bactéria ou pode ser comum a outros microorganismos patogênicos.

Para examinar a hipótese, a pesquisa realizará ensaios funcionais. Em laboratório, já está sendo testada a linhagem THP-1 (células derivadas de leucemia monocítica aguda) em relação à resposta a antígenos do M. leprae. A pesquisadora também introduzirá a tecnologia de RNA de interferência (RNAi) neste modelo in vitro, para induzir o silenciamento do gene PARK2 e pesquisar os efeitos da redução de expressão da parquina na resposta a antígenos do M. leprae.

A pesquisadora acredita que o conhecimento do controle genético da suscetibilidade a doenças infecciosas comuns deve contribuir para o estabelecimento de estratégias mais eficientes para a sua prevenção e controle. “Esperamos que a parquina tenha papel relevante no estabelecimento da resposta do hospedeiro ao M. leprae e, provavelmente, a outros agentes infecciosos. Com o esclarecimento do mecanismo pelo qual este papel se estabelece, a pesquisa pode contribuir para a seleção de novos alvos terapêuticos.”

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