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Dicas para manter a amamentação
NÃO EXISTE LEITE FRACO.
- Todo leite materno é forte e adequado para o perfeito crescimento e desenvolvimento do bebê até o 6º mês.
NÃO EXISTE LEITE FRACO.
- Todo leite materno é forte e adequado para o perfeito crescimento e desenvolvimento do bebê até o 6º mês.
QUANTO MAIS O BEBÊ MAMA, MAIS LEITE A MAMA PRODUZ.
- Começar a amamentar já na sala de parto.
- Manter o bebê ao lado da mãe desde o nascimento até a alta hospitalar.
- Deixar o bebê mamar sempre que quiser.
- Deixar o bebê esgotar uma mama em cada mamada.
A POSIÇÃO CORRETA GARANTE BOA MAMADA.
- Posicionar o bebê para abocanhar o mamilo e grande parte da aréola.
- Manter o corpo do bebê totalmente voltado para o da mãe (barriga com barriga).
CUIDAR DOS MAMILOS PREVINE RACHADURAS.
- Eliminar o uso de sabonete, de cremes e de pomadas.
- Limpar o peito com o próprio leite.
- Trocar de sutiã sempre que estiver molhado.
- Expor a mama ao sol durante 10 minutos, pela manhã, antes das dez horas.
ORDENHA MANUAL DO LEITE REDUZ A DOR DOS MAMILOS.
- Retirar o leite sempre que a mama ficar cheia ou muito pesada.
- Lavar as mãos e fazer massagens circulares com as pontas dos dedos.
- Esgotar o leite posicionando os dedos acima da aréola.
- Guardar o leite em frasco fervido, na geladeira ou freezer.
- Dar o leite ao bebê em copinho ou xícara, quando a mãe não estiver em casa.
COMO MANTER A AMAMENTAÇÃO EXCLUSIVA.
- Amamentar somente no peito até o 6º mês.
- Continuar amamentando até os 2 anos de idade, ao mesmo tempo em que são dados outros alimentos.
CUIDADOS DA MÃE QUE AMAMENTA.
- Tomar grande quantidade de líquido e alimentar-se bem.
- Descansar durante o dia sempre que possível.
- Só tomar medicamentos prescritos pelo profissional de saúde.
O papel da enfermagem no estímulo ao aleitamento materno
A prática da amamentação, nos é inerente como mamíferos e como seres humanos, e faz parte de nossa cultura e de nossa antropologia. Não pode ser substituída pelos artificialismos comerciais do progresso.
A mulher tem direito de escolher a melhor forma de alimentar seu filho e sua decisão deve ser respeitada.
A presença permanente da Enfermagem, nas instituições, é básica para início e continuação da amamentação.
A Enfermagem existe e subsiste a serviço do homem. Em colaboração com uma equipe multidisciplinar pode desenvolver potentes ações de promoção ao aleitamento materno.
É função da Enfermagem:
· Envidar esforços para reabilitar a prática da amamentação para que todos a vejam como ação natural de continuidade à gravidez, sem medo e com segurança.
· Conhecer teorias de Enfermagem para orientar, a sua aplicação à família que estiver amamentando.
· Integrar a Enfermagem com os demais profissionais da saúde materno-infantil, de maneira que todos, falando a mesma linguagem, assegurem pronto atendimento à gestante e à nutriz.
· Gerenciar a promoção, o apoio e a prática do aleitamento materno, garantindo, por meio da educação continuada, uma assistência mais completa e humana.
· Prover-se de conhecimento teóricos, para poder trasmiti-los, modificando condutas, demostrando os benefícios e a importância do laço mãe-filho gerado pela prática saudável da amamentação.
· Assumir uma postura profissional para dar resposta às necessidades e demandas de saúde da população, com a realidade da amamentação.
· Buscar o conhecimento científico da amamentação e manter interação sólida e duradoura com a mãe, com o pai e com a comunidade.
· Preservar os conhecimentos científicos não se deixando levar pelos mitos da anti-amamentação.
· Conhecer, em profundidade as técnicas da amamentação e executá-la com segurança.
· Aprender sempre mais com a amamentação e ensinar sempre o aleitamento materno; talvez esta seja a maior missão do enfermeiro.
· Aplicar a ciência para humanizar a arte da amamentação.
· Atender mãe, pai, familiares e comunidade sempre que solicitarem ajuda ou demonstrarem insegurança ou medo.
· Organizar habilidades para criar parcerias entre hospital, escola e comunidade.
· Convencer as pessoas que podem apoiar o aleitamento materno ou que decidem sobre as necessidades alimentares do bebê.
· Acompanhar as mudanças científicas e tecnológicas, centralizando sua preocupação nas ações integradas ao ser-sujeito, objeto do seu cuidado: a família e a amamentação.
· Conscientizar a população de que o aleitamento materno é um dever de a mãe dar e um direito de a criança receber. Isto levado a sério, toda a humanidade será beneficiada.
· Combater os mitos da amamentação. Aceitar o desafio do amor, qualidade que todo Enfermeiro deve ter.
· Ensinar, cuidar e assistir o casal que amamenta. Este é um compromisso biopsicossocial e de cidadania.
· Familiarizar-se com a Norma Brasileira para Comercialização de Alimentos para Lactantes. Contribuir para a difusão, aplicação e fiscalização.
· Zelar para que as empresas produtoras de leite artificial, alimentos complementares, mamadeiras, bicos e chupetas não façam promoção comercial de seus produtos nos eventos por ela patrocinados.
· Respeitar os sentimentos pessoais da mulher em relação à amamentação. Saber que a individualidade mãe-filho não se repete na mesma mãe, nem com outros filhos.
· Confiar na capacidade de a mãe amamentar o seu filho, ao mesmo tempo ensinado e orientando como proceder.
· Superar situações que dificultam o aleitamento, eliminando fatores-negativos e promovendo os facilitadores para cada casal.