Comemora a Semana Mundial do Aleitamento Materno - SMAM 2001
No que diz respeito à prática e à continuidade da amamentação, na década de noventa, a Organização Mundial da Saúde, o UNICEF e o MS transferiram, da mulher para toda a sociedade, a responsabilidade do aleitamento materno. A partir desta época surgiram organismos internacionais, nacionais, formais e legais, ONGs e OGS, grupos de apoio, movimentos e comitês dispostos a apoiar, promover e proteger a amamentação.
Desde 1992, a humanidade celebra a semana mundial do aleitamento materno (SMAM). A população é convocada a refletir sobre temas específicos e que são renovados a cada ano. O deste ano é AMAMENTAÇÃO NA ERA DA INFORMAÇÃO.
Os termos informação, comunicação e informatização estão imbricados e coesos entre si. Estiveram presente em todos os tempos e épocas dos seres vivos racionais e irracionais. Desde os rudimentares até os mais sofisticados.
A comunicação do bebê com a mãe acontece já durante a gravidez. Movimentando o seu corpo em formação, dentro do útero materno, faz entender que está bem e que está crescendo. Faz lembrar que ao nascer ele precisa de espaço psico-físico e precisa de alimento especial e genuíno - o leite materno.
Durante todo o período de amamentação é acentuada e complexa a comunicação mãe-filho. A troca de olhares estimula "a descida do leite". A sucção da mama pelo bebê comanda os estímulos nervosos e envia informações para o corpo da mulher. Em resposta, os hormônios produzem leite na hora certa, na quantidade e temperatura certas e com os anticorpos e os nutrientes necessários para o bebê desenvolver-se e crescer a cada estágio de sua vida. A contra resposta é a vida e a saúde do bebê.
Existe também a comunicação informal, sob a forma de protestos do organismo do bebê: náuseas , vômitos, diarréia, infeções, alergias, perda de peso, cólicas e intestino preso. O bebê nega o leite de animais irracionais e os vasilhames artificiais. Tais reações orgânicas, são formas de protestos inconscientes dos bebês que não aceitam passar de mamíferos para mamaderíferos. Negam, radicalmente, o leite que foi feito para o bezerro, cabrito ou potro.
O "Engenheiro Divino", informou a humanidade por meio de detalhes anatômicos. Dotou a mulher - fêmea do único mamífero racional - de órgãos e potencialidades hormonais asseguradoras da sobrevivência de sua cria. Até seis meses é imperioso que o bebê seja alimentado só e somente com leite humano. Dos seis meses até dois anos, poderá continuar sendo amamentado ao mesmo tempo em que deverá receber outros alimentos.
Documentos históricos registram que a prática da amamentação era repassada de mãe para filha e de amigas para amigas. Isto acontecia oralmente, mas também com o uso da arte e da literatura.
Registram também, que foi na década de cinqüenta que aconteceu o desmame precoce devastador, em quase todos os países. A principal causa foi a industrialização do leite em pó que gerou novos consumidores do produto. Gananciosos e irresponsáveis os empresários passaram a promover, indiscriminadamente, vasilhames e produtos infantis, nos meios de comunicação e corpo-a-corpo com as mães e profissionais de saúde.
Além disso, ajuizamos que a pluralidade de fatores: mudança do estilo de vida; consumismo desenfreado; desestruturação das famílias; "modernização" hospitalar; cultuação ao corpo ( plásticas, cirurgias); voracidade por novos e práticos artigos invadiram os lares. As variadas formas de comunicação abafaram o que temos de mais nobre - o alimento puro e natural de nossas crianças - o leite humano - a amamentação.
As conseqüências desastrosas foram rápidas: aumento dos índices de mortalidade infantil e de doenças crônicas na infância, juventude e velhice. Planeta terra poluído, solo corroído e rios contaminados. Instalou-se o caos humano.
Hoje, lutamos para reverter a situação. Temos consciência: a fórmula que assegura a qualidade de vida das crianças, está em nossas mãos. Basta querermos utilizá-la.
Por tudo isso, convocamos a comunidade acadêmica e populacional a utilizar a comunicação oral e os meios de comunicação disponíveis (TV, internet, filmes, vídeos, teatro, música, out-doors, histórias, imprensa..) para manter e aprimorar a cultura da amamentação.
Vamos criar condições que permitam às mulheres exercer o direito de amamentar o seu bebê exclusivamente ao peito até seis meses e juntamente com outros alimentos até dois anos.
Uma das metas do PALMA - Projeto de Aleitamento Materno da PUCPR é exatamente a de organizar, concretizar e divulgar atividades comemorativas à SMAM. Desta forma, milita para identificar e atingir novos alvos e para desenvolver novas metodologias.
Em 1999 apoiou atividades no Município Amigo da Amamentação - Tijucas do Sul/PR. No ano passado promoveu o I Encontro Universitário de Aleitamento Materno = PUCPR UNIVERSIDADE AMIGA DA AMAMENTAÇÃO. Em outubro de 2001, estará concretizando o II Encontro Universitário e o I Encontro Interuniversitário de Aleitamento Materno. O evento está sendo organizado por representantes de sete instituições de ensino superior que constituem o Grupo integrado de universidades de Curitiba: Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR); Universidade Federal do Paraná(UFPR); Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (CEFET); Universidade Tuiuti do Paraná(UTP); Faculdades Integradas Espírita(FIEs); Faculdades Curitiba(FC); Faculdade Evangélica do Paraná(FEPAR).
O programa será divulgado posteriormente. Desde já, convidamos a comunidade acadêmica e populacional para divulgar "aos quatro ventos ": o leite materno é um recurso natural, renovável, de alto valor biológico e que contém anticorpos protetores da saúde do bebê; o desmame precoce (antes do sexto mês) prejudica a saúde de nossas crianças e a do nosso planeta; a espécie humana é a única que oferece às suas crias, leite de outro animal.
Continuemos sendo mamíferos: Vamos criar condições que permitam às mulheres exercer o direito de amamentar o seu bebê exclusivamente ao peito até seis meses e juntamente com outros alimentos até dois anos.